Os custos reais de uma franquia

GoAkira 14 de julho de 2014

Por Nadia Korosue

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Quando um empreendedor pensa em abrir uma franquia, a primeira pergunta que deveria surgir é: qual é o custo para implementar esse negócio? A resposta para tal pergunta não pode ser feita simplesmente com base na taxa de franquia, royalties e investimento em infraestrutura. Esses custos são, normalmente, amplamente divulgados e de fácil acesso. No entanto, há uma série de outros gastos que, às vezes, são ignorados pelo empreendedor.

Capital para estrutura, capital de giro e taxa de publicidade são alguns desses “custos escondidos” que os franqueados precisam conhecer antes de fechar o negócio. Entenda mais um pouco sobre Todos os gastos e pense com calma antes de decidir em qual franquia você vai investir:

Taxa de franquia -Esse é o valor que, na maioria das vezes, é o primeiro a ser colocado na balança do investidor. Essa taxa é a que o franqueado deve pagar ao dono da rede para o uso da marca.O montante é pago uma única vez, no fechamento do contrato e corresponde também a capacitação e o conhecimento (know-how) que o franqueado irá receber do franqueador para iniciar o seu negócio.

Capital para estrutura – Esse valor somado a taxa de franquia corresponde a fatia mais gorda do investimento. Muitas vezes, inclusive, o capital para estrutura é o valor mais alto dentre todos os gastos necessários. Para abrir uma franquia da Cacau Show, por exemplo, a taxa de franquia cobrada é de 30 mil reais, já o capital necessário para as instalações é de, no mínimo, 60 mil reais.

O investimento em estrutura é, resumidamente, o capital aplicado para montar a estrutura física de uma unidade. Portanto, ele varia de acordo com cada rede e tipo de serviço prestado. Com esse dinheiro em mãos, o franqueado deve fazer em sua unidade as adequações de design, projetos arquitetônicos e outros detalhes, seguindo o padrão da unidade piloto.

No caso das franquias de serviço, as quais muitas podem funcionar na casa do franqueado ou em um espaço sem muitas exigências de padronização, esse capital exigido é bem mais baixo, ou até mesmo zero.

Capital de giro – O capital de giro é o montante reservado para poder cobrir as necessidades iniciais da empresa, como a manutenção do estoque, contas a receber e até mesmo as próprias taxas que precisarão ser pagas periodicamente ao franqueador. Essa reserva deve existir para cobrir todas essas despesas sem afetar o fluxo de caixa durante o período inicial do negócio. O capital de giro é essencial para a sobrevivência da empresa enquanto o retorno do investimento ainda não começar a aparecer.

Royalties – A taxa de royalties nada mais é do que um pagamento que o franqueado faz mensalmente ao franqueador pelo uso contínuo de sua marca. Essa retribuição também paga o permanente apoio que o franqueado recebe por meio de treinamentos, supervisão das unidades franqueadas e suporte mercadológico, com informações periódicas das mudanças de consumo e novas tendências do mercado.

Na maioria dos casos, a taxa é flexível, sendo cobrada uma porcentagem pré-determinada sobre o faturamento ou as vendas. Também existem situações, menos comuns, nas quais a taxa é definida como um valor mensal fixo. Há ainda casos nos quais a franqueadora que é a única ou principal fornecedora de produtos para todas as unidades da rede cobrar um percentual com base nas compras realizadas.

A taxa funciona como um investimento coletivo de todas as unidades da marca para manter a franqueadora.

Taxa de publicidade – Mensalmente, os franqueados destinam parte de seu faturamento para o fundo de propaganda da rede. A verba serve para custear serviços de marketing e comunicação da empresa, como a produção e criação de anúncios, catálogos, logotipos, entre outros. Isso é a taxa de publicidade.

No geral, são cobrados de 2% a 5% de taxa de publicidade sobre o faturamento bruto mensal da unidade. Mas há também casos que são cobrados valores fixos, como o Supermercado Dia que fixa o valor de R$ 1.618,97 por mês para cada franqueado.

Há ainda alguns casos, especialmente em microfranquias, que essa taxa não é cobrada. Por exemplo, a Divulgapão, empresa especializada na comercialização de publicidade em saco de pão, não exige esse montante dos franqueados.

Essas são as taxas principais, e mais comuns, podem ainda existir outras cobranças, de acordo com cada rede. Por exemplo, tem empresas que cobram uma mensalidade para assistência técnica de equipamentos, outras pelo aluguel de máquinas, ou ainda pelo gerenciamento de algum sistema.

No entanto, todos esses investimentos devem estar explícitos no Circular de Oferta de Franquia. Por isto, é importante que você leia atentamente esse documento, antes de fechar qualquer negócio.

Nadia Korosue é administradora de empresas, especialista em projetos, sócia da GOAKIRA, consultoria especializada em franquias e varejo.

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