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17 de outubro de 2018

Eureka: a inovação e o processo do insight

Por Renato Azevedo Sant’Anna, via Futuro Exponencial

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Crédito: Shutterstock

O insight, aquele lampejo de pensamento que nos faz brilhar os olhos, momento de descoberta e/ ou invenção de algo que chega a emocionar, que podemos entender como divisor de águas no entendimento de um processo ou fenômeno, e que, em decorrência disso, ocorre uma mudança de seu rendimento ao deixar de ser incremental, o famoso “ajuste fino”, e ocorre um salto qualitativo na forma e na substância, de modo que podemos claramente distinguir o “antes” e o “depois” – vide quando inventaram os motores à combustão que foram adotados posteriormente nos automóveis e se perguntássemos para alguém na época o que gostariam como solução para o transporte urbano, responderiam provavelmente “um cavalo mais rápido”.

Podemos notar que no exemplo citado a invenção desse novo “algo” induz a criação de aplicações que podem não necessariamente ter um uso óbvio, e um novo comportamento é estabelecido no uso dessa aplicação e “normas” são criadas para regular o seu uso.

13 de setembro de 2018

A reinvenção da Lego em um mundo de propósitos

Por Luiz Gustavo Pacete, via Meio&Mensagem

A receita da Lego em 2017 foi de US$ 1,2 bilhão (Crédito: Reprodução Meio&Mensagem)

Marca dinamarquesa vislumbra a redução da dependência de plástico alterando seu principal produto com o foco em “garantir um futuro sustentável às crianças”

3 de setembro de 2018

Para quê serve o jornalismo?

Por Eduardo Vieira, via Meio & Mensagem

(Crédito: RawPixel/Pexels)

 As entrevistas dos candidatos à Presidência na Rede Globo – um dos assuntos mais polêmicos da semana –, fizeram renascer uma discussão essencial: qual é a função da imprensa?

Deveria ser uma resposta óbvia, mas não é.

Escreveu Pedro Dória, do excelente Canal Meio, sobre uma das entrevistas: está arraigada na cabeça de muita gente, inclusive de muitos jornalistas, que o “trabalho” em relação a muitos candidatos à Presidência deve ser desmascará-los. “No fundo, é acreditar que a imprensa deve exercer ativamente um papel nas eleições. Não deve”, diz ele. “O que a imprensa tem de fazer é não comprar as histórias contadas por nenhum partido. E revelar cada candidato, exatamente como eles são”.

Não poderia concordar mais. Mas a realidade, infelizmente, não tem sido assim.

Não são poucos os jornalistas que assumem o papel de paladinos da Justiça, absolutamente partidários do que acreditam ser “o certo”, passando por cima de valores democráticos fundamentais e tentando “salvar” as pessoas da escuridão intelectual e ideológica. Se esquecem que as pessoas não necessariamente estão iludidas sobre as coisas.

Parece ser o caso dessa eleição. Muita gente parece acreditar que, se o candidato A ou B for “pego na mentira”, isso irá provocar um efeito que levará à Iluminação das pessoas que votariam nele. E, elas, diante dessa “nova verdade”, mudarão seu voto.

Bullshit.

Parece cada vez mais nítido que quem escolhe o candidato A, B ou C acredita nele. São pessoas que não necessariamente estão fazendo uma escolha desinformada. E não necessariamente querem ser convencidas a mudar sua escolha, pois estão confortáveis com ela.

Um dos princípios fundamentais do jornalismo é levar informação às pessoas para ajuda-las a formar sua opinião. Formar, não impor.

Nessas eleições, o papel da imprensa não deveria ser de desconstruir ninguém, mas sim escancarar o jeito de pensar dos candidatos até que os eleitores cheguem a algum tipo de conclusão. Contrapor fatos, refutar, fazer perguntas certeiras são tarefas de um bom jornalista. Já provar que ele, jornalista, está certo, não faz parte de seu job description.

O Jornalismo é um dos pilares de qualquer sociedade democrática. E o papel da imprensa, numa eleição, é levar informação às pessoas. Expor fatos. Não comprar facilmente versões partidárias ou pessoais. Pressionar os candidatos a respeito de suas crenças fundamentais. E questionar seus argumentos. Fiscalizar, sempre. Mas deixar os julgamentos para a opinião pública.

Então, recapitulando: para quê serve mesmo o Jornalismo? Qual seu verdadeiro papel?

Martin Baron, atual editor do Washington Post, disse certa vez que a função da imprensa é fazer as instituições poderosas prestarem contas à sociedade. Sua opinião tem fundamento: em seu emprego anterior ele chefiou, em 2002, a equipe do jornal Boston Globe que investigou abusos sexuais cometidos por clérigos da Igreja Católica. O caso deu origem a “Spotlight”, que ganhou o Oscar de melhor filme em 2016.

“Nosso papel é investigar. O dos políticos é prestar contas”, disse Baron. “O governo é a instituição mais poderosa que existe em qualquer país. E nosso dever é fazer as instituições poderosas prestarem contas à sociedade.”

O resto, como diria Millôr, é armazém de secos e molhados.

16 de agosto de 2018

Alfabetização midiática incentiva jovens a refletir sobre a informação

Por Karina Balan Julio  via Meio & Mensagem

Projetos voltados para adolescentes apostam em métodos de checagem de notícia e produção de conteúdo com abordagem crítica

O olhar mais apurado sobre as práticas de mídia está presente nos estudos de educomunicação desde meados dos anos 70. Embora este campo do conhecimento não seja novo, a reflexão sobre os usos dos meios de comunicação e as nuances do discurso midiático ganharam novos contornos em tempos de fake news e consumo precoce de informação via dispositivos móveis. Na mesma onda, a alfabetização midiática aparece como pilar central em projetos voltados para a formação de adolescentes e jovens adultos.

1 de agosto de 2018

Neymar e o desabafo patrocinado de um atleta-produto

Por Breiller Pires, via jornal El País

Ação publicitária reforça estereótipos que pintam o jogador como uma estrela mimada e sem voz própria

Foto retirada da propaganda da Gillette, via El País

Foto retirada da propaganda da Gillette, via El País

Finalmente, Neymar reconhece que exagera nas simulações e, sobretudo, que é um ser humano passível de erros. O depoimento em primeira pessoa, apesar de calculado, parecia um indício de que o craque da seleção brasileira e do PSG está disposto a rever comportamentos que depreciaram sua imagem na Copa do Mundo. Até surgir no fim do vídeo divulgado neste domingo o logotipo e o slogan de uma campanha publicitária da Gillette. Ao tentar se reerguer, o atacante caiu no embuste de uma ação comercial disfarçada de exercício de humildade. Em um período delicado da carreira, se presta ao papel de garoto-propaganda de empresa que não se preocupa com as críticas que ele sofre, mas sim em seguir lucrando com sua imagem a todo custo.

23 de maio de 2018

Franquias: 7 motivos para ter uma assessoria de imprensa

Por Marília Cardosoassessoria-de-imprensa

Destacar-se frente à concorrência e conquistar novos clientes e fraqueados são desafios que todas as franquias enfrentam diariamente. Para tornar a rede mais conhecida, posicionar a marca no mercado e construir uma imagem sólida, é preciso adotar diferentes estratégias simultaneamente. No entanto, a melhor forma de garantir credibilidade durante esse processo é investindo em comunicação, principalmente, em assessoria de imprensa.