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12 de dezembro de 2018

NY Times quer personalizar feed como no Facebook

Jornal passou a receita histórica de US$ 1 bilhão em assinaturas (crédito: Erikona/iStock)

Por George P. Slefo, do Ad Age* via Meio & Mensagem

Jornal anuncia grande investimento em inteligência artificial para recomendar conteúdo mais direcionado ao leitor e aumentar a retenção de assinantes.

28 de novembro de 2018

As estratégias de marca de Stan Lee

Por Igor Ribeiro via Meio & Mensagem

Publisher soube fazer da Marvel uma poderosa plataforma de negócios e foi um mestre do marketing pessoal

Stan Lee Marvel Spike LeeAlém do legado de Stan Lee (1922-2018) como publisher, roteirista e cocriador de alguns dos mais icônicos personagens do universo Marvel, ele também ficará na memória por seu tino para negócios e seu apelo pop. Afinal, ele foi o responsável por soluções que ajudaram a criar um conjunto de marcas poderosas, colocando-se muito publicamente à frente dessas iniciativas, e investindo boa parte de seu tempo em marketing pessoal.

17 de outubro de 2018

Eureka: a inovação e o processo do insight

Por Renato Azevedo Sant’Anna, via Futuro Exponencial

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Crédito: Shutterstock

O insight, aquele lampejo de pensamento que nos faz brilhar os olhos, momento de descoberta e/ ou invenção de algo que chega a emocionar, que podemos entender como divisor de águas no entendimento de um processo ou fenômeno, e que, em decorrência disso, ocorre uma mudança de seu rendimento ao deixar de ser incremental, o famoso “ajuste fino”, e ocorre um salto qualitativo na forma e na substância, de modo que podemos claramente distinguir o “antes” e o “depois” – vide quando inventaram os motores à combustão que foram adotados posteriormente nos automóveis e se perguntássemos para alguém na época o que gostariam como solução para o transporte urbano, responderiam provavelmente “um cavalo mais rápido”.

Podemos notar que no exemplo citado a invenção desse novo “algo” induz a criação de aplicações que podem não necessariamente ter um uso óbvio, e um novo comportamento é estabelecido no uso dessa aplicação e “normas” são criadas para regular o seu uso.

13 de setembro de 2018

A reinvenção da Lego em um mundo de propósitos

Por Luiz Gustavo Pacete, via Meio&Mensagem

A receita da Lego em 2017 foi de US$ 1,2 bilhão (Crédito: Reprodução Meio&Mensagem)

Marca dinamarquesa vislumbra a redução da dependência de plástico alterando seu principal produto com o foco em “garantir um futuro sustentável às crianças”

3 de setembro de 2018

Para quê serve o jornalismo?

Por Eduardo Vieira, via Meio & Mensagem

(Crédito: RawPixel/Pexels)

 As entrevistas dos candidatos à Presidência na Rede Globo – um dos assuntos mais polêmicos da semana –, fizeram renascer uma discussão essencial: qual é a função da imprensa?

Deveria ser uma resposta óbvia, mas não é.

Escreveu Pedro Dória, do excelente Canal Meio, sobre uma das entrevistas: está arraigada na cabeça de muita gente, inclusive de muitos jornalistas, que o “trabalho” em relação a muitos candidatos à Presidência deve ser desmascará-los. “No fundo, é acreditar que a imprensa deve exercer ativamente um papel nas eleições. Não deve”, diz ele. “O que a imprensa tem de fazer é não comprar as histórias contadas por nenhum partido. E revelar cada candidato, exatamente como eles são”.

Não poderia concordar mais. Mas a realidade, infelizmente, não tem sido assim.

Não são poucos os jornalistas que assumem o papel de paladinos da Justiça, absolutamente partidários do que acreditam ser “o certo”, passando por cima de valores democráticos fundamentais e tentando “salvar” as pessoas da escuridão intelectual e ideológica. Se esquecem que as pessoas não necessariamente estão iludidas sobre as coisas.

Parece ser o caso dessa eleição. Muita gente parece acreditar que, se o candidato A ou B for “pego na mentira”, isso irá provocar um efeito que levará à Iluminação das pessoas que votariam nele. E, elas, diante dessa “nova verdade”, mudarão seu voto.

Bullshit.

Parece cada vez mais nítido que quem escolhe o candidato A, B ou C acredita nele. São pessoas que não necessariamente estão fazendo uma escolha desinformada. E não necessariamente querem ser convencidas a mudar sua escolha, pois estão confortáveis com ela.

Um dos princípios fundamentais do jornalismo é levar informação às pessoas para ajuda-las a formar sua opinião. Formar, não impor.

Nessas eleições, o papel da imprensa não deveria ser de desconstruir ninguém, mas sim escancarar o jeito de pensar dos candidatos até que os eleitores cheguem a algum tipo de conclusão. Contrapor fatos, refutar, fazer perguntas certeiras são tarefas de um bom jornalista. Já provar que ele, jornalista, está certo, não faz parte de seu job description.

O Jornalismo é um dos pilares de qualquer sociedade democrática. E o papel da imprensa, numa eleição, é levar informação às pessoas. Expor fatos. Não comprar facilmente versões partidárias ou pessoais. Pressionar os candidatos a respeito de suas crenças fundamentais. E questionar seus argumentos. Fiscalizar, sempre. Mas deixar os julgamentos para a opinião pública.

Então, recapitulando: para quê serve mesmo o Jornalismo? Qual seu verdadeiro papel?

Martin Baron, atual editor do Washington Post, disse certa vez que a função da imprensa é fazer as instituições poderosas prestarem contas à sociedade. Sua opinião tem fundamento: em seu emprego anterior ele chefiou, em 2002, a equipe do jornal Boston Globe que investigou abusos sexuais cometidos por clérigos da Igreja Católica. O caso deu origem a “Spotlight”, que ganhou o Oscar de melhor filme em 2016.

“Nosso papel é investigar. O dos políticos é prestar contas”, disse Baron. “O governo é a instituição mais poderosa que existe em qualquer país. E nosso dever é fazer as instituições poderosas prestarem contas à sociedade.”

O resto, como diria Millôr, é armazém de secos e molhados.

16 de agosto de 2018

Alfabetização midiática incentiva jovens a refletir sobre a informação

Por Karina Balan Julio  via Meio & Mensagem

Projetos voltados para adolescentes apostam em métodos de checagem de notícia e produção de conteúdo com abordagem crítica

O olhar mais apurado sobre as práticas de mídia está presente nos estudos de educomunicação desde meados dos anos 70. Embora este campo do conhecimento não seja novo, a reflexão sobre os usos dos meios de comunicação e as nuances do discurso midiático ganharam novos contornos em tempos de fake news e consumo precoce de informação via dispositivos móveis. Na mesma onda, a alfabetização midiática aparece como pilar central em projetos voltados para a formação de adolescentes e jovens adultos.